Você sabe o que é retinopatia diabética? Ela corresponde a uma complicação causada pelo excesso de glicose no sangue que gera danos nos vasos sanguíneos da retina, uma estrutura que fica situada na parte de trás do olho.

Esse problema não tem cura, mas pode ser controlada através de tratamento. Continue lendo esse post e descubra quais são os fatores de risco que desencadeia a retinopatia diabética, quais os sintomas e como tratar esse problema.

Quais os fatores de risco que podem desencadear a retinopatia diabética?

O maior fator de risco da retinopatia diabética é o mal controle da glicemia. Por conta disso, essa doença pode afetar até 50% dos pacientes com diabetes tipo 1 e 80% do tipo 2, após 20 anos de evolução do distúrbio.

Outros fatores de risco que podem desencadear a retinopatia diabética são:

  • Hiperglicemia;
  • Hipertensão arterial;
  • Nefropatia (alteração dos vasos sanguíneos dos rins);
  • Gestação;
  • Puberdade;
  • Cirurgia de catarata.

Alguns estudos mostram que hábitos nocivos também podem aumentar os riscos de desenvolvimento da retinopatia diabética como o uso excessivo de aspirinas, tabagismo, consumo excessivo de álcool e sedentarismo

Tipos de retinopatia diabética

A retinopatia diabética é caracterizada por dois tipos: a proliferativa e a não proliferativa.

Retinopatia diabética não proliferativa

É um estágio menos avançado do problema, onde é possível encontrar pequenas dilatações vasculares), vasos sanguíneos obstruídos, e hemorragias nos olhos do paciente.

Dependendo do nível de gravidade, a pessoa não chega a apresentar sintomas da doença ou perda da visão, o que dificulta o diagnóstico.

Retinopatia diabética proliferativa

A Retinopatia diabética proliferativa é considerada um estágio mais avançado da doença. Nesse caso, novos vasos sanguíneos, conhecidos como neovasos, surgem na retina prejudicando a visão.

Esses neovasos podem surgir juntamente com cicatrizes, o que prejudica ainda mais o quadro do paciente gerando o descolamento da retina.

Principais sintomas

Dependendo do grau e tipo da doença o paciente pode ou não apresentar sintomas. Entre os sinais mais comuns estão:

  • Borrões, “moscas volantes” e surgimento de áreas escuras na visão;
  • Dificuldade de distinguir cores.;
  • Perda da visão;
  • Aparecimento de pontos no campo de visão;
  • Visão distorcida ou embaçada;
  • Vazamento de vasos sanguíneos.

É importante que caso a pessoa perceba qualquer um desses sintomas, procure um médico imediatamente. Apenas ele poderá fazer o diagnóstico completo e indicar o tratamento adequado.

Tratamento

Existem duas maneiras de se tratar a doença: com medicação ou intervenção cirúrgica.

No caso dos medicamentos, geralmente são indicados a insulina (para ajudar no controle da glicose no sangue), os corticoides (para diminuir a inflamação dos vasos sanguíneos ou estimular a reparação tecidual através dos efeitos hormonais) e os inibidores (para evitar que os vasos sanguíneos cresçam de forma anormal).

Já no caso da cirurgia existem dois tipos que podem ajudar a controlar essa doença. São elas:

Vitrectomia

Nesse caso é removido o vítreo, fluído gelatinoso e transparente que preenche o interior do globo ocular, sendo o responsável por dar forma ao olho. Após remoção,  é introduzida uma substância líquida ou gasosa que irá substituir o vítreo do paciente.

Fotocoagulação (Cirurgia a laser)

Nessa operação cirúrgica o médico utiliza o calor de um laser para para controlar o sangramento no olho que estão prejudicando a visão do paciente bem como remover os neovasos.

Mas atenção:

Apenas um especialista pode indicar o tratamento mais adequado para a doença de acordo com cada paciente e seu histórico médico.

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