Por mais que a medicina avance na descoberta de medicamentos e tratamentos à inúmeras patologias, o glaucoma não tem cura e ainda é considerado uma doença ocular pouco conhecida em suas causas.

Sabe-se que o glaucoma faz parte de um grupo de doenças do olho caracterizadas por lesionarem o nervo óptico, o qual ao se degenerar provoca alterações progressivas no campo visual, podendo levar à cegueira irreversível.

Segundo o oftalmologista do HCO – Centro Completo de Oftalmologia em Uberlândia, Dr. José Marcos Gonçalves, a doença não é apenas um aumento da pressão intraocular. “O glaucoma é uma doença do nervo óptico e se não tratada adequadamente pode levar à cegueira”, diz o médico.

Fatores de risco

Estudos estimam que cerca de um milhão de brasileiros com idade acima de 40 anos apresentem a doença. Os fatores de riscos mais importantes que devem ser considerados são: casos na família da doença, aumento da pressão intraocular, diabetes mellitus,  miopia e idade avançada.

Segundo a Sociedade Nacional de Prevenção da Cegueira dos EUA, uma em cada 50 pessoas com mais de 35 anos tem a doença e de cada 100 pessoas com 65 anos três têm glaucoma.

Outro fator de risco reconhecido pelos especialistas é a herança hereditária. “Sabemos que 20% dos glaucomatosos têm histórico familiar. O risco dos descendentes em primeiro grau apresentarem a doença varia de 10 a 40%. As pessoas que têm um dos pais com glaucoma terá uma probabilidade muito maior de desenvolver a doença do que as demais”, explica o oftalmologista.

Apesar de definida como silenciosa, o glaucoma possui alguns poucos sintomas que servem de alerta à doença, como redução da sensibilidade ao contraste na aplicação de colírios especializados, dificuldade para dirigir durante o período noturno, perda de visão periférica nos casos avançados ou até mesmo a perda da visão central em casos terminais.

Tratamento do glaucoma

Por ser considerada uma doença crônica, o glaucoma não tem cura, porém um tratamento adequado e contínuo oferece chances de se evitar a perda da visão. “O tratamento varia de acordo com o tipo e com a severidade da doença.

Pode ser através do uso de medicamentos tópicos (colírios), medicamentos sistêmicos (comprimidos), uso de algum tipo de laser específico ou mesmo com intervenção cirúrgica”, explica o Dr. José Marcos.

Observando qualquer um dos sintomas de glaucoma, procure um oftalmologista. O tratamento precoce é muito importante para o bom controle da doença.