Derrame ocular, hemorragia nos olhos ou “sangue no olho”, um problema que assusta!

  • Derrame ocular, hemorragia nos olhos ou sangue no olho | HCO Centro Completo de Oftalmologia

A hemorragia subconjuntival, conhecida popularmente como “derrame no olho” ou “sangue no olho”, consiste em uma emergência oftaltmológica frequente que, embora não resulte em perda de visão, causa grande aflição em seus pacientes. Caracteriza-se pelo rompimento dos delgados, vasos sanguíneos situados na conjuntiva, que é uma fina camada que recobre a esclera (parte branca dos olhos), fazendo com que o sangue fique colecionado entre a esclera e a conjuntiva.

De acordo com a oftalmologista Dra. Raquel Souza Nunes Paiva, o sangramento que ocorre na superfície do olho, entre a parte branca (esclera) e a conjuntiva (membrana transparente que reveste a esclera) é denominado hiposfagma.

“É comum o paciente chegar ao consultório muito preocupado porque o derrame ocular subconjuntival parece um quadro grave. Mas não há risco de perda de visão e, normalmente, nenhum tipo de tratamento se faz necessário, melhorando sozinho entre 7 e 21 dias”, explica a especialista.

A especialista alerta que o esforço excessivo, como tossir repetidamente ou o movimento de náuseas e vômito, pode causar aumento da pressão venosa, o que também propicia o surgimento dessa hemorragia subconjuntival, pois são movimentos que requerem muita força e podem romper os pequenos vasos do olho. Embora não ser considerada uma emergência médica, sempre que o quadro aparecer é importante consultar um oftalmologista. Isso porque outras alterações podem ser semelhantes a essa hemorragia e apresentar gravidade. A médica explica que, em Medicina, emergência é relacionada ao risco de vida. Mesmo que a hemorragia subconjuntival não tenha essa característica, a recomendação é procurar um especialista porque o paciente, normalmente, não sabe definir o problema.

Os riscos de rompimento de vasos no olho são frequentes em pessoas com um pouco mais de idade, principalmente os hipertensos e diabéticos porque eles já têm uma fragilidade vascular maior. Ao coçarem o olho, por microtrauma, trauma no travesseiro e oscilação da pressão arterial – durante ou qualquer outra hora-, podem romper algum vaso causando o extravasamento de sangue na conjuntiva.

Na maioria das vezes não dá sintoma. Normalmente, se já existe um quadro de vermelhidão ocular decorrente de outra consequência, como processo inflamatório, ela vem associada com dor e até secreção, no caso de conjuntivite.

Como tratar o problema

A hemorragia subconjuntival não causa danos irreversíveis. Normalmente, em 100% dos casos, essa situação se reverte espontaneamente; mesmo se o volume de sangue for muito exagerado, em duas semanas, ele é absorvido espontaneamente.

O mais indicado, no aspecto de tratamento, é que o indivíduo, ao perceber a vermelhidão no olho, coloque uma compressa fria no local porque contrai os vasos. É importante procurar o oftalmologista porque ele está habilitado para fazer o diagnóstico.

Os casos não são, necessariamente, iguais e nem sempre uma hemorragia subconjuntival é simples! Pode ocorrer o diagnóstico diferencial de outra situação. É importante o paciente procurar um especialista para saber.

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