Ceratocone é uma doença que deforma a córnea e provoca visão distorcida. Se o ato instintivo de levar os dedos aos olhos já é um péssimo hábito, coçá-los, então, nem se fala. Assim como em qualquer parte do corpo, quanto mais se esfrega, maior será a vontade de coçar.   Não bastasse isso, como a estrutura dos olhos é muito delicada, a pressão exercida nessas situações pode lesionar a córnea e desencadear ou piorar o quadro de ceratocone.

A evolução da doença é quase sempre progressiva com o aumento do astigmatismo e miopia e acentuada baixa de visão. O diagnóstico é feito com base nas características clínicas e com exames, como a tomografia e topografia de córnea.

“O ceratocone normalmente se inicia na puberdade e, se não tratada a tempo, pode evoluir para o transplante de córnea. O hábito de coçar os olhos constantemente e fatores genéticos são as principais causas e agravantes para o processo evolutivo e avançado da doença”, explica o  Dr. Cláudio Rabelo Santos Picosse, médico oftalmologista do HCO.

De acordo com o Dr. Cláudio, em sua fase inicial o ceratocone apresenta como um astigmatismo irregular, levando o paciente a trocar o grau com muita frequência. “Nas fases avançadas da doença, a correção visual com óculos já não resolve e as lentes de contato passam a ser a opção para correção da visão. Também há tratamentos cirúrgicos indicados em alguns casos. O transplante de córnea é realizado somente como último recurso. O diagnóstico correto do problema junto ao oftalmologista é o único meio para um tratamento adequado”, enfatiza.

Sintomas do Ceratocone

O principal sintoma causado pelo ceratocone é a visão borrada e distorcida tanto para longe quanto para perto. Mas o paciente pode apresentar também dores de cabeça, halos em torno das luzes, fotofobia e coceira. Por isso, se você apresenta algum desses sintomas procure um oftalmologista.

Tratamento do Ceratocone 

O tratamento depende do grau de acometimento da doença e visa sempre proporcionar uma boa visão ao paciente. São opções: óculos, lentes de contato, cirurgias e transplante de córnea. Essas alternativas de tratamento devem, necessariamente, ser avaliadas por um oftalmologista.